Em resumo: As plaquetas são partes do sangue que ajudam a parar um sangramento. Em crianças, elas costumam baixar depois de uma virose. Uma causa frequente é a PTI, quando o próprio corpo da criança destrói as plaquetas por engano. Na infância, muitos casos de PTI melhoram sozinhos em semanas ou meses, mas a avaliação da hematologista pediátrica é importante para confirmar a causa.
Receber um exame com plaquetas baixas assusta. Às vezes a alteração aparece em um exame de rotina. Em outras, a criança aparece de repente com pontinhos vermelhos na pele e manchas roxas, dias ou semanas depois de uma virose.
Este texto explica o que são as plaquetas, por que elas podem baixar e o que observar em casa enquanto a criança é avaliada.
As plaquetas são pequenas partes do sangue, fabricadas dentro dos ossos. Quando a criança se machuca e um pequeno vaso de sangue se rompe, as plaquetas se juntam no local e formam uma espécie de tampa que para o sangramento.
No exame de sangue, o valor normal fica entre 150 mil e 450 mil. Abaixo de 150 mil, as plaquetas estão baixas. Sangramentos sem motivo costumam acontecer apenas quando as plaquetas estão bem mais baixas do que isso, e mesmo assim nem sempre.
Às vezes as plaquetas grudam umas nas outras dentro do tubo de coleta, e o aparelho do laboratório conta menos plaquetas do que a criança realmente tem. Quando a criança está bem e sem sinais de sangramento, repetir o exame costuma esclarecer. O médico também pode pedir que o laboratório olhe o sangue no microscópio.
PTI é a sigla de púrpura trombocitopênica imune, que a Sociedade Brasileira de Pediatria hoje chama de trombocitopenia imune primária. Os nomes são difíceis, mas a ideia é simples: o sistema de defesa da criança destrói as plaquetas por engano. É uma causa frequente de plaquetas baixas em crianças e costuma aparecer entre 2 e 5 anos.
O quadro típico é o de uma criança que está bem, brincando e sem febre, e que aparece de repente com:
A hematologista confirma a PTI quando o exame mostra apenas as plaquetas baixas, com o resto do sangue normal, e quando outras causas são descartadas na consulta.
Na infância, a maior parte dos casos melhora sozinha, em semanas ou meses. Algumas crianças ficam com as plaquetas baixas por mais tempo e precisam de acompanhamento prolongado.
A decisão de tratar depende principalmente de a criança ter sangramentos, e não apenas do número de plaquetas. Crianças sem sangramento, ou só com manchas na pele, muitas vezes são acompanhadas de perto, com exames de controle. Quando há sangramento importante, existem remédios que ajudam as plaquetas a subir mais rápido, indicados pela hematologista.
Na maioria das vezes, sim, com cuidado nas atividades com risco de batida. O médico define o que a criança pode fazer conforme o valor das plaquetas e os sintomas.
Na maioria das crianças, a queda é passageira e melhora quando a virose passa. Se as plaquetas continuarem baixas ou aparecerem manchas roxas e pontinhos vermelhos, a consulta com a hematologista pediátrica é indicada.
Não. A PTI é um problema do sistema de defesa do corpo e não se transforma em leucemia. A primeira avaliação serve justamente para diferenciar a PTI de outras causas de plaquetas baixas.
Nenhum alimento consegue subir as plaquetas de forma importante. A alimentação variada faz bem para a saúde da criança, mas as plaquetas dependem da causa e do acompanhamento médico.
Sim, em muitos casos. A Dra. Julie Anne Colnago atende famílias de todo o Brasil por vídeo, com os exames de controle feitos em um laboratório perto de casa. Quando o exame físico presencial for necessário, a família recebe essa orientação.
O exame do seu filho mostrou plaquetas baixas? Agende uma consulta presencial no Morumbi, em São Paulo, ou por teleconsulta.
Sobre a autora. Dra. Julie Anne Colnago é pediatra e hematologista pediátrica, com formação em hematologia pediátrica pela UNIFESP e mais de 20 anos de atuação. Atende no Morumbi, em São Paulo, e por teleconsulta.
CRM/SP 120.429 | RQE 32568 Pediatria | RQE 325681 Hematologia e Hemoterapia Pediátrica
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de sangramento, procure um pronto socorro.

A Dra. Julie Anne Colnago é uma Pediatra e Hematologista Pediátrica, com formação em puericultura e nutrição pediátrica. Com mais de 20 anos de experiência, ela se dedica ao diagnóstico e tratamento de doenças do sangue em crianças tanto em seu consultório no Morumbi, em São Paulo, quanto por teleconsulta.
Dra. Julie Anne Colnago | CRM/SP 120.429 | RQE 32568 Pediatria | RQE 325681 Hematologia e Hemoterapia Pediátrica